quarta-feira, 8 de outubro de 2008

por enquanto, engarrafados gritos
e a poesia ainda embaixo dos lençóis.


vontade de pegar no sonho,
soltar pipa com ele.

segurar dezenove pipas numa mão só, de uma só vez.



se não,


fugir pelas gretas

abocanhar matos e pedras,

adquirir consistência de brita.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ócios do ofício


poema nasce em estado de vertigem
no além do limite
em terra-de-ninguém

poema se faz quando não se quer
não se espera
não se

poema nasce
do ventre
do ócio
do cio
e só

terça-feira, 9 de setembro de 2008

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

___

e
numa dessas noites
ao dobrar a trigésima oitava esquina,
ouviu de alguém
que passava de carro
[alguém cujo rosto não foi percebido]

seu nome:

LUANA!

seu nome

num grito tão certo
num grito tão alto
tão rouco
tão forte

seu nome morando num grito
que nem ela mesma

ousara gritar.